sábado, 12 de julho de 2025

O DILEMA DAS INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS NA SALA DE AULA, DE WALTER LIMA PINHEIRO E PAULO HENRIQUE NASCIMENTO DE LIMA


No capítulo O dilema das inteligências artificiais na sala de aula, Walter Lima Pinheiro e Paulo Henrique Nascimento de Lima desenvolvem reflexões sobre o dilema do uso de modelos de Inteligência Artificial no contexto de sala de aula. Para eles, diversas inovações nesse campo têm acontecido em um ritmo acelerado, em todo lugar e ao mesmo tempo, mas, mesmo que isso aconteça de forma rápida, há lugares nos quais essa inovação vem a passos lentos. Com a constante evolução da tecnologia humana, novas maneiras de ensinar têm surgido e, no momento atual, a maior revolução tem sido um desafio para o espaço escolar. Sendo assim, como os modelos de Inteligência Artificial são empregados em contexto escolar? É o que os autores tentam responder nesse ensaio instigante sobre um dos temas mais polêmicos da atualidade. 

Leia o texto de Sandra Maria Bezerra Rodrigues no link:

O dilema das inteligências artificiais em sala de aula

(Página 216)

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Livro: "Ensaios sobre Gêneros Digitais"

                                                            

Com imensa alegria, compartilhamos o livro Ensaios sobre Gêneros Digitais. Este livro dispõe de ensaios que apresentam estudos voltados para apontamentos em torno de Gêneros Digitais (principalmente no contexto de ensino de Língua Portuguesa) e para explanação de demais debates alusivos à Educação Digital.

Esses ensaios resultam de reflexões propostas, em sua maioria, no âmbito das atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência–PIBID, com atuação na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra. O PIBID está vinculado à Universidade Regional do Cariri–URCA e conta com apoio institucional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior–CAPES, o que possibilita o desenvolvimento das pesquisas aqui  apresentadas, assim como outras atividades relevantes para a experiência docente dos bolsistas e supervisores envolvidos no projeto.    

Esta coletânea é resultado da Oficina de Ensaio Acadêmico, que foi ministrada por mim e envolveu a participação de estudantes do PIBID e de docentes da EEM Governador Adauto Bezerra. A experiência da oficina propiciou a realização de debates sobre produção acadêmica e a construção dos ensaios aqui compartilhados.

Sendo assim, esperamos que a leitura dos ensaios que se seguem seja uma experiência de amplas aprendizagens, assim como foi de amplas aprendizagem, para os autores e as autoras, o exercício de produzi-los. Partimos da ideia de que conhecimento adquirido deve ser sempre compartilhado. Por isso, compartilhamos esses ensaios construídos com o objetivo de instigar reflexões e de proporcionar debates plurais dentro e fora do âmbito escolar. 

Boa leitura!


Acesse nosso livro, 

gratuitamente

no link:

Ensaios sobre Gêneros Digitais

segunda-feira, 16 de junho de 2025

NARRATIVA DIGITAL (DIGITAL STORYTELLING) E PRÁTICAS DE APRENDIZAGEM, SANDRA MARIA BEZERRA RODRIGUES

 

No ensaio Narrativa Digital (Digital Storytelling) e práticas de aprendizagem, de Sandra Maria Bezerra Rodrigues, a autora estuda as narrativas digitais (digital storytelling) por elas serem consideradas relevantes no processo de ensino-aprendizagem, já que envolvem as mídias digitais que são curtas, interativas e, dessa maneira, podem desenvolver competências e habilidades digitais para fins de construção do conhecimento, bem como preparar o aluno para se tornar um cidadão da era digital. Para a autora, não basta ser um nativo digital, é necessário que alunos e professores reflitam, de maneira crítica, a respeito do uso das mídias digitais na sociedade — e de que maneira elas podem ser direcionadas para fins pedagógicos e sociais. Nesse contexto da cultura de convergência, a proposta deste ensaio é estudar a narrativa digital (digital storytelling) para entender os processos de interação como pressupostos básicos dessa nova forma de contar histórias, e sua utilização como estratégias de ensino-aprendizagem, uma vez que é possível usá-las de forma efetiva, significativa, crítica e reflexiva nas diversas áreas do conhecimento, a saber, Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e nos diversos níveis de ensino: Infantil, Fundamental, Médio e Superior.


Leia o texto de Sandra Maria Bezerra Rodrigues no link:

Narrativa Digital (Digital Storytelling) e práticas de aprendizagem

(Página 64)


RESPONSIVIDADE ENUNCIATIVA: LEITURA CRÍTICA DO COMENTÁRIO DIGITAL EM POST NO TIKTOK, ELISÂNGELA BEZERRA DA SILVA


Neste capítulo, intitulado Responsividade enunciativa: leitura crítica do Comentário Digital em post do TikTok, Elisângela Bezerra da Silva busca compreender o comentário digital como gênero discursivo, tendo em vista que, de acordo com as necessidades reais de comunicação no âmbito das tecnologias, emergem sempre novos gêneros discursivos. Dentro da perspectiva dialógica da linguagem proposta por Mikhail Bakhtin (2016), a autora entende o comentário digital como gênero discursivo relativamente estável, considerando os aspectos composicionais, temáticos e estilístico-enunciativos que estruturam esse gênero. Diante de uma sociedade contemporânea que vivencia os avanços tecnológico-informacionais, centrada nas redes sociais, os modos de dizer, de responder e de se posicionar diante do outro passam a se reorganizar conforme as condições desses novos espaços de circulação da linguagem, compreendendo como se configuram as escolhas enunciativo-responsivas dos co-enunciadores ao comentarem postagens nas redes sociais. A proposta de reflexão para o desenvolvimento deste capítulo centra-se nos comentários gerados a partir das postagens do influenciador digital Carlos Emanuel, figura pública marcada por um trajeto de transição e, posteriormente, de destransição de gênero. 

Leia o texto de Elisângela Bezerra da Silva no link:

Responsividade enunciativa: leitura crítica do comentário digital em post do TikTok

(Página 125)

terça-feira, 27 de maio de 2025

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NA ERA DIGITAL, CÍCERA LAÉRCIA NASCIMENTO DE SOUSA



No capítulo O preconceito linguístico na era digital, Cícera Laércia Nascimento de Sousa discute como o preconceito linguístico tem alcançado um patamar crucial na era digital, o quanto a sua propagação continua a oprimir socialmente, politicamente e na questão de gênero. O objetivo deste capítulo é realizar uma análise crítica em torno do preconceito linguístico sofrido pela ex-presidenta da República, Dilma Rousseff, em uma das entrevistas concedidas por ela alguns dias após a morte do Papa Francisco, líder religioso da Igreja Católica Apostólica Romana. Utilizando como referência os livros Preconceito Linguístico (2015) e Não é errado falar assim! Em defesa do português brasileiro (2009), de Marcos Bagno, e algumas de suas falas disponibilizadas na internet, pretendemos desenvolver este capítulo mostrando que, além do preconceito de gênero e político cometidos contra a ex-presidenta do Brasil, há ainda um preconceito, mais oculto e menos reconhecido, e o que ela mais tem sofrido nos últimos dias, tornando-se motivo de memes, que é o preconceito linguístico.

Leia o texto de Cícera Laércia Nascimento de Sousa no link:

O preconceito linguístico na era digital

(Página 187)



O GÊNERO DIGITAL "FANFICTION", DE DAVI FILGUEIRAS FELIX


fanfiction é um gênero discursivo literário digital e, como os demais gêneros digitais, tem como principal característica estrutural seu suporte virtual. No texto de Davi Filgueiras é mostrado que a fanfic é um gênero literário dotado de capacidade estética que permite a representação, a reinterpretação e a adaptação de elementos dos campos éticos, cognoscíveis, estéticos e lúdicos. Assim, não apenas as fanfics utilizam elementos advindos de outras obras para compor uma nova forma literária, também uma obra literária como a produzida por Dante Alighieri retoma o herói da Odisseia, de Homero, e propõe para ele um novo final. Sendo assim, as fanfics têm, na atualidade, uma função parecida com a dos folhetins do século XIX, uma vez que transmite esses enredos ao amplo público, uma vez que não há característica estética que a destaque dos demais gêneros literários. 


Leia o texto de Davi Filgueiras Felix no link:

O Gênero Digital Fanfic

(Página 167)


domingo, 27 de abril de 2025

O QUE SÃO GÊNEROS DIGITAIS?

Os gêneros digitais são formatos de comunicação e expressão que surgiram ou se popularizaram com o advento da internet e das tecnologias digitais. Eles são caracterizados por sua adaptação ao ambiente virtual, combinando texto, imagens, áudio e vídeo de forma interativa e dinâmica. Esses gêneros são amplamente utilizados para informar, entreter, educar e conectar pessoas em diferentes contextos.

Todo gênero textual, seja ele simples ou complexo, tem o poder de gerar uma resposta. Uma conversa casual, por exemplo, é um gênero discursivo em que a troca de conhecimento acontece de forma direta e imediata. Nesse tipo de interação, ambos os interlocutores assumem um papel ativo, construindo juntos o diálogo e respondendo instantaneamente às ideias apresentadas.

 No entanto, quando nos voltamos para gêneros mais complexos, como um livro, um artigo ou até mesmo um filme, a dinâmica da resposta muda. Nesses casos, a reação pode ser retardada, ou seja, não acontece no mesmo momento em que o conteúdo é consumido. O leitor ou espectador precisa de tempo para processar as informações, refletir sobre o que foi apresentado e, só então, formular sua resposta. Essa resposta pode se manifestar de diversas formas: uma resenha, um comentário em um blog, uma discussão com amigos ou até mesmo uma mudança de opinião sobre um determinado assunto.

Voltando ao Pré-Modernismo, por exemplo, temos um período literário marcado por discussões profundas que denunciam as injustiças sociais da época. As obras desse período não apenas retratam as desigualdades e os conflitos do início do século XX, mas também trazem para o debate temas polêmicos e relevantes, como o abandono das populações marginalizadas e as tensões entre tradição e modernidade. Tudo isso é apresentado com base em uma visão crítica girando em torno dos desafios e das contradições da época.

Vejamos alguns desses exemplos em grandes obras desse período:

Confira mais sobre o autor: https://www.ebiografia.com/lima_barreto/

 Confira mais sobre o autor: https://www.ebiografia.com/graca_aranha/

Confira mais sobre o autor: https://www.ebiografia.com/augusto_anjos/

Os trechos selecionados expressam ideias semelhantes ao que vemos nos dias de hoje? Além disso, propomos uma reflexão: se os autores dessa época estivessem vivos hoje, como você acha que se expressariam?

ANEXOS DOS MEMES E TWEETS

REFERÊNCIAS:

ALVES FILHO, Francisco; SANTOS, Leonor Werneck; RAMOS, Paulo. Gêneros digitais: muito além do hipertexto. In: MARQUESI, Sueli Cristina; PAULIUKONIS, Aparecida Lino; ELIAS, Vanda Maria (org.). Linguística textual e ensino. São Paulo: Contexto, 2017.

ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1998.

ARANHA, Graça. Canaã. São Paulo: Martin Claret, 2013.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do Discurso. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016.

BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Penguin-Companhia das Letras, 2011.